sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Departamento de Cultura e Eventos contrata novos bolsistas

Com uma bolsa de R$ 364 mais R$ 132 de auxílio transporte, seis estudantes de jornalismo tem o emprego que muitos pediram a Deus. Três deles – Rodrigo Chagas, 4ª fase; Matheus Pismel, 3ª fase; e Sâmia Fiates, 2ª fase – acabaram de ser contratados para as vagas de mestre de cerimônias e apresentarão solenidades de colação de grau durante o ano que vem. A escala do pessoal para o primeiro semestre já está definida e cada bolsista apresentará em média oito formaturas, entre fevereiro e abril, sempre nas quartas, quintas e sextas-feira. Em maio, junho e julho não acontecem formaturas, mas os alunos podem ser convocados para apresentar outros eventos da universidade.

Uma das coordenadoras de formaturas, Caroline Mattos, diz que o nervosismo dos novatos é normal, mas facilmente superado com o apoio das coordenadoras e dos bolsistas mais experientes. “Detalhes como postura e entonação de voz são ensinados por nós”, conta. E o texto, devido à repetição em todas as solenidades, acaba sendo facilmente dominado pelos estudantes. Cada formatura conta com um casal de mestres de cerimônia, duas coordenadoras e uma terceira pessoa encarregada de controlar a presença dos formandos e, emergencialmente, substituir o apresentador.

Para estudantes de duas faculdades, como Luciana Bonetti e Matheus Pismel, essa bolsa é uma das únicas possíveis devido à carga horária somada dos dois cursos. Mas, além da flexibilidade dos horários e o bom salário, um fator que atrai os estudantes é a chance de ganhar experiência em oratória e apresentação frente a um grande número de pessoas. Afinal, “dar a cara à tapa” deve fazer parte da vida desses futuros jornalistas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alunos de curso de inglês tem noite de gala

Crianças autografando livros bilíngües. Foi o que aconteceu com os alunos do professor e escritor Luis Carlos Leal ontem na Fundação Badesc, em coquetel promovido para o lançamento do livro “Scriber’s Thoughts” (Pensamentos de um Escritor). A obra tem como tema “a escola do amanhã” e reúne textos de trinta crianças, de 8 a 12 anos, estudantes do curso de inglês da Elase. Durante o evento aconteceu a premiação do 8º concurso de escrita bilíngüe (sem restrição de idade) promovida pelo escritor que entregou um netbook à vencedora, Julia Platt Maffezzolli, de apenas 12 anos.

Estudante da 6ª série do Ensino Fundamental, Julia não parece ter apenas 12 anos. Seu texto vencedor do concurso é uma narração sobre violência urbana. “Acho que a minha maior influência são os livros do Dan Brown”, revela a menina que já leu O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Diana Platt Maffezzolli, mãe da menina, se enche de orgulho ao comentar os feitos da filha. “Nós (pais) compramos livros antes mesmo de ela nascer, mas não dava pra imaginar que ela se tornaria essa criança especial”, conta. Imaginando sobre a escola do futuro, Luiz Fernando Dalfonso, 9, anima-se com uma realidade de muita tecnologia. “Acho que vai ter robô ao invés de professor”, imagina o menino que sonha em ser cientista.

Luis Leal é professor, escritor e tradutor bilíngue, graduado em Academic Writing pela Universidade de Harvard. É autor de livros em inglês citados como best-seller pelo The New York Times – “Female” e “The Clue”. Leal resume o sentimento de orgulho para seus alunos expressando que “professores devem ter em mente que a recompensa profissional se faz em função das sementes culturais que se consegue disseminar e que nos trazem emoções fortíssimas – e isso se denomina legado”, afirma.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Surfe sobre correntes é apresentado à UFSC

Na quinta-feira, 21 de outubro, o estacionamento do bloco B da Engenharia Mecânica foi o palco de uma competição inusitada em que o participante se equilibra sobre uma corrente fixada em dois postes. O campeonato, chamado Red Bull Surfing Chains, foi dividido em duas categorias: ‘freestyle’, onde o competidor tinha dois minutos para fazer manobras, que foram julgadas por três juízes; e ‘tempo’, na qual quem se equilibrasse pela maior duração vencia. O evento chegou à UFSC depois de passar por várias universidades, como PUC-PR, UFMG, UFPE, UFES, ESPM e UFRJ.

O único pré-requisito da inscrição (gratuita) foi estudar na UFSC. Ivan Luís cursa Engenharia Elétrica e foi o campeão na categoria ‘freestyle’. Com notas 9, 10 e 10, Luís empolgou o público e deixou a impressão de que já praticava a modalidade há longa data, mas revelou que o primeiro contato com o esporte foi no próprio dia do evento. “Cheguei hoje de manhã e comecei a treinar, mas acho que o que me ajudou mesmo foi o surfe, que pratico há muitos anos”, opina Luís, que levou para casa um shape de skate como prêmio. O outro campeão foi Germano Vieira, que cursa Física. Na categoria ‘tempo’, ele foi o único que conseguiu ficar o máximo sobre a corrente – dois minutos – e também ganhou um shape. Além dos prêmios para os vencedores, todos os participantes receberam uma camiseta personalizada e várias latas de energético que, inclusive, também foram distribuídas para o público presente.

Além de apresentar o surfe sobre correntes, a competição motivou o público para começar a praticar o esporte e os competidores para continuar treinando. O estudante de Relações Internacionais Thomas Hildebrand foi o quarto colocado na categoria freestyle. Para treinar, ele preferiu a madrugada. “Se eu fosse à corrente sozinho durante o dia, com a maior movimentação de pessoas, achariam que eu era idiota”, conta, rindo, o universitário. Depois do campeonato, dois amigos do estudante se interessaram e também começaram a praticar. “Com dois amigos e evento realizado, agora pratico à luz do dia sem problemas”, finaliza Hildebrand, que costuma treinar no departamento de Arquitetura.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Finados movimenta floriculturas

No dia de Finados, 2 de novembro, os cemitérios são visitados para que se prestem homenagens e sejam feitas preces para os mortos. Para algumas floriculturas o dia é marcado pela grande quantidade de vendas, especialmente de crisântemos. A HS Flores fica em frente ao cemitério municipal de São Francisco do Sul e aproveita o feriado para faturar. Elizete Silva, dona da loja, confirma que o maior faturamento do ano acontece no dia dos mortos, “principalmente devido à localização”, reconhece a comerciante.

À 3 quilômetros do cemitério, Claudia Vieira também manteve sua floricultura aberta no feriado, mas as vendas não foram tão fartas. Às 6h da tarde: “só deixei a loja aberta até agora porque moro aqui nos fundos, mas se eu tivesse que abrir a loja em outro lugar não valeria a pena”, conta, decepcionada, Vieira. A comerciante diz que no ramo das floriculturas, a variação de vendas é muito alta. “Tem dia que vendo só um ramo de trigo, de um real. Mas no outro dia, alguém morre, vendo três coroas de flores e ganho 500 reais”, revela. Apesar disso, a data com maior volume de vendas é o dia das mães.

Em ambas as floriculturas, no dia de Finados, a flor mais vendida é o crisântemo. Os vasos mais simples custam cinco reais e a média gira em torno de dez. “Comprei quatro vasos de flor para deixar no túmulo do meu pai”, conta Aparecida Pismel, que costuma ir ao cemitério de quinze em quinze em dias, além de dias especiais, como Finados. “Esse feriado é o dia em que o cemitério fica mais bonito – com muitas flores, bastante colorido”, opina.

Empreendedores aproveitam vida-própria da Trindade

Em 2010, a UFSC completa 50 anos. Desde a fundação, a universidade cresceu e incentivou o crescimento dos bairros em seu entorno, que já se tornaram independentes. Se na década de 80, era difícil encontrar farmácias no bairro, “hoje os moradores da Trindade não querem ir até o centro nem para fazer compras”, defende a comerciante Sandra Fermian, que abriu a loja de roupas CCM no Max & Flora Center, na rua Laura Linhares, logo após a inauguração do próprio shopping, em junho deste ano.

A administradora de áreas comuns do prédio, Sheila Reis, conta que o edifício tem 65% das 148 salas comerciais ocupadas e 80% das 34 lojas. Porém, o movimento ainda não é o ideal. “Segundo meu contador, a expectativa de retorno do investimento é depois do primeiro ano de funcionamento”, revela Fermian. Além da concorrência do shopping Trindade, ao lado do Max & Flora, a dona de loja levanta outras questões que explicam o movimento fraco. “O próprio shopping fez pouca publicidade e a porta de entrada, recuada, não chama a atenção das pessoas”, expõe Fermian que, além de dona, é gerente e vendedora da loja. Outro fator negativo é a falta de uma grande praça de alimentação – o restaurante principal ainda não foi aberto.

Assim como a rua Lauro Linhares, a avenida Desembargador Vitor Lima também vem recebendo investimentos imobiliários. No início da rua está sendo construído mais um prédio comercial, praticamente ao lado do Madison Center, onde funcionam escritórios e clínicas médicas. O professor de jornalismo, Hélio Schuch, que mora há 24 anos na Trindade, surpreende-se com a evolução do entorno da Universidade. “Nos anos 80, cheguei a ir até o centro só para comprar um Sonrisal. O grande ‘boom’ de crescimento do bairro foi na década 90”, relembra.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Folha de S. Paulo vende mais que DC

Em bancas de revistas de Florianópolis, publicações nacionais vendem mais que as regionais. Na banca Trindade, anexa ao supermercado Comper, no entorno da UFSC, o jornal mais vendido é a Folha de São Paulo, superando os locais Diário Catarinense e Notícias do Dia. E a revista semanal preferida é a Carta Capital, à frente da líder nacional Veja. Porém, “o produto líder de vendas é cigarro”, revela, insatisfeito, o funcionário da banca, Tiago Pazolini.

Pazolini conta que todas as cópias da Folha de S. Paulo que chegam são vendidos no mesmo dia – em dias normais, a média gira em torno de dez unidades; nas eleições chegou a 25. O jornal O Estado de S. Paulo também mantém boa média diária de vendas, variando de seis a oito exemplares comercializados. Com desvantagem frente aos nacionais, o Diário Catarinense encabeça a lista de jornais regionais mais vendidos com, em média, seis cópias diárias. Concorrente direto do DC, o Notícias do Dia amarga baixíssimas vendas – no máximo duas. Publicações de menor expressão como os populares Diarinho e Hora de Santa Catarina vendem um ou nenhum exemplar por dia.

Em época de eleições, as revistas semanais de atualidades tiveram sua circulação aumentada. “Foram muitas vendas que se mantém até hoje. Tem a Veja que é pró-Serra e a Carta Capital, pró-Dilma. Aqui a preferência é pela Carta Capital”, informa Pazolini. Segundo ele, são vendidas vinte e cinco exemplares da revista por semana. A Veja vem atrás com, no máximo, 20 vinte cópias semanais comercializadas. Ambas publicações, contudo, não chegam nem perto da grande líder de vendas – Palavras Cruzadas Coquetel.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Universitário reclama por ter sido mesário

Domingo de sol e véspera de feriado em São Francisco do Sul – nada melhor do que ir para a praia. Porém, em dia de eleição, os mesários não tem essa alternativa. É o caso do estudante de odontologia Arthur Truppel, 18, que depois de cumprir as dez horas como 2º mesário na seção 119 do Colégio Francisquense, está decidido: “vou me filiar a um partido político”, sentencia. Para as eleições de 2010, a Justiça Eleitoral contou com 2.181.622 mesários. Destes, cerca de 56 mil em Santa Catarina, distribuídos pelas 14 mil seções eleitorais do Estado.

Um dos 56 mil, Truppel sentiu-se um grande azarado quando, mais de um mês antes das eleições, recebeu a correspondência de convocação. “Meu irmão me ligou contando, mas pensei que era brincadeira. Quando cheguei em casa a decepção foi grande”, lembra o estudante que trabalhou nos dois turnos das eleições, das 7h até as 17h. Segundo ele, o mais irritante é ter que aturar a falta de respeito de alguns eleitores. O mesário contou que uma senhora chegou à sala sem ter certeza de qual seção votava e pediu para que o nome dela fosse procurado no caderno dos eleitores. “A mesária que trabalhou comigo procurou, mas não encontrou o nome. Pedimos para ela procurar em outra seção”, conta Truppel. Alguns minutos depois, a mulher voltou gritando e, depois de achar seu nome no caderno, empurrou-o sobre a outra mesária. “Fiquei indignado e respondi: ‘senhora, nós estamos ganhando muito bem para ter que aturar teu desaforo, né?’”, ironizou Truppel.

A gratificação para os mesários é a dispensa de dois dias de trabalho para cada um trabalhado nas eleições, além de um vale-refeição no valor de 20 reais. “Se divulgassem que a gente ganha 20 reais por dia, algumas pessoas fariam fila para se voluntariar” supõe, indignado, o estudante. No Brasil, 402.955 cidadãos inscreveram-se voluntariamente para trabalharem como mesário, cerca de 18% do total.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Horários flexíveis e bons salários atraem recenseadores

Para o Censo 2010 foram contratados mais de 190 mil recenseadores pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de o contrato durar em média três meses, o emprego temporário pode ter sido uma boa opção para quem procurava aumentar a renda em horários alternativos. Os recenseadores são remunerados por produção e o salário mensal pode variar de R$800 a R$1.600.

O estudante Lucas Jansen aproveitou a chance para conseguir um dinheiro extra sem precisar comprometer seus estudos. Ele cursa a terceira fase de Engenharia Sanitária e Ambiental na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e tem conseguido conciliar os estudos com o trabalho. “É claro que ficou mais corrido, mas como posso escolher os horários do trabalho, não tenho grandes prejuízos na Universidade”, conta, empolgado. Em média, o recenseador trabalha quatro horas por dia, mas tem liberdade para programar seu horário. “Na semana passada trabalhei só três dias. Agora tenho que correr atrás do prejuízo para alcançar minha cota”, confessa.

Cada recenseador é responsável por um setor com uma determinada quantidade de residências a serem visitadas – em média, 300 domicílios. Ao completar essa cota, a remuneração é calculada (varia de R$800 a R$1.600) e o funcionário do Censo pode renovar seu contrato. Lucas Jansen ficou responsável por um setor do bairro Serrinha, próximo ao seu apartamento, em Florianópolis. Perto de completar sua cota, ele lembra que nem todos os moradores costumam ser educados. “Uma vez cheguei a uma casa em que o morador não quis me atender. Sua mulher acabou fazendo a entrevista, mas enquanto eu ia embora, o homem gritava: ‘Se você voltar aqui, vai dar merda! ’ Não entendi o motivo, mas ainda bem que não precisei voltar lá”, relembra, rindo, o estudante.

Professora sai da escola e vai para a informalidade

Ao som de uma canção dos Beatles tocada ao vivo na Concha Acústica, em frente ao Centro de Comunicação e Expressão da UFSC, muitos estudantes descansam após o almoço sentados na grama. Há poucos metros dali, em lugar estratégico, Marilha Zanin tenta convencer com sotaque manézinho uma cliente a comprar livros infantis para suas filhas. “É a melhor coisa que tem, moça. Mesmo se elas não quiserem ler no começo, deixa na cabeceira da cama que uma hora elas vão gostar”, garante a vendedora, atrás de sua mesa coberta com livros e discos de vinil usados, e quadros pintados por ela.

Marilha Zanin conhece bem as crianças. Por 14 anos lecionou em escolas municipais e estaduais de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental. Como professora substituta, ganhava pouco mais que 500 reais. Somados o baixo salário com a rotina desgastante, decidiu ganhar a vida na rua, no trabalho informal. Durante a semana, ela leva sua barraquinha para o centro, Agronômica, Santo Antônio Lisboa e Trindade. “Aqui na Universidade o melhor dia é quarta, porque sempre reúne muita gente aqui com esses shows” conta, apontando para a Concha. Apesar disso, é em Santo Antônio de Lisboa onde Zanin consegue atrair mais clientes. “Lá eu consigo montar uma barraca maior e meus quadros ficam mais à vista. As pessoas chegam perto para dar uma olhada e acabam comprando alguma coisa”, conta com alegria.

O sorriso da senhora só diminui quando se lembra do início de seu trabalho informal, quatro anos atrás. Ela conta que, apesar de ter carro, tinha medo de dirigir e carregava suas mercadorias com um carrinho-de-mão. Hoje os principais problemas são a chuva e saber escolher que tipo de livro ou disco levar para cada bairro. “Tem dia que vendo só trinta reais. Não pago nem a gasolina”, lamenta. Quando professora, Marilha Zanin ganhava melhor, mas ela se diz feliz com a nova rotina, especialmente porque consegue tempo livre para pintar seus quadros. Ao se despedir, a simpática senhora mostrou-se bem adaptada como vendedora. “Ah, moço, aparece aqui semana que vem que vai ter mais livro. E também se tu tiveres algum que queira trocar, aparece aí, tá?” finalizou, com o típico sorriso do bom vendedor.

Surfistas invadem São Francisco

No feriado prolongado de sete de setembro, as ondas da Prainha, em São Francisco do Sul, receberam 160 surfistas de todo o Brasil para duas competições – Hurley Pro Junior, penúltima etapa da seletiva sul-americana para o campeonato mundial sub-20 e Oakley Santa Catarina Surf Pro, válido pelo circuito catarinense de surfe profissional. O tempo ensolarado e as ondas de um metro com formação regular atraíram cerca de 15 mil pessoas para a cidade, incluindo competidores, turistas e veranistas (donos de casa na praia). Os dois eventos foram organizados pela Associação Francisquense de Surf (AFS) e Federação Catarinse de Surf (Fecasurf).

O Hurley Pro Junior aconteceu de 3 a 5 de setembro e teve como campeão o paulista Miguel Pupo, que já havia ganhado duas das três etapas seletivas. Com a vitória na Prainha, Pupo se isolou no ranking que leva os quatro melhores surfistas sul-americanos de até 20 anos para o Mundial na Indonésia e Austrália no fim do ano. E no campeonato catarinense, que aconteceu de 6 a 8 de setembro, a vitória também foi de um jovem paulista – Jessé Mendes que, três dias antes ocupara o terceiro lugar no pódio do Pro Junior. Para a AFS, aproveitar o feriadão para realizar dois campeonatos em sequência foi um sucesso. “Os dois eventos tiveram atletas de alto nível e alguns deles puderam competir duas vezes”, afirma o diretor social da associação, Bruno Gama.

Além de todos os espectadores que puderam assistir às baterias na areia da praia, os campeonatos também tiveram audiência pela web. “Via internet, puderam ser acompanhados por pessoas do mundo inteiro. Isso ajuda na divulgação do turismo da cidade”, expõe Gama. Para o próximo ano na Prainha, a AFS e a Fecasurf pretendem voltar a organizar uma etapa da divisão de acesso do surfe mundial, o WQS, que depois de 2008 deixou de acontecer em São Chico. Segundo Bruno Gama, as ondas da praia atendem aos padrões exigidos, mas a falta de patrocínio da iniciativa pública e os problemas com infraestrutura dificultam a realização de competições mais importantes como o WQS.

Universitários procuram programas de intercâmbio

Trabalhar, aprender outro idioma e conhecer outro país é o que cada vez mais estudantes procuram fazer nas férias. O programa de intercâmbio conhecido como Work & Travel atrai universitários que desejam morar três meses no exterior e não se importam em ter que trabalhar lavando louças ou arrumando quartos de hotel, por exemplo. A remuneração para esses empregos pode até ser o suficiente para pagar a viagem e voltar com lucro para o Brasil ou fazer turismo pelo país estrangeiro. O destino mais comum é os Estados Unidos, especialmente os estados da Flórida, na costa leste; Utah, Vermont e Colorado, famosos pelas estações de esqui.

Existem basicamente três opções de programa. Na mais barata delas, o participante é quem deve ir procurar trabalho; pode começar com contatos ainda no Brasil ou ir atrás quando já estiver no destino, porém deve conseguir um vínculo empregatício em no máximo um mês para validar o visto, caso contrário é obrigado a voltar. As outras duas opções oferecem mais segurança. Uma consiste em o participante viajar com um emprego garantido pela agência e na outra o estudante participa de feiras de emprego promovidas pela empresa de viagem, onde tem a chance de ter contato direto com os empregadores estrangeiros antes de viajar.

O estudante de administração Gabriel Cidral, 19, já tem destino certo para suas férias. Ele e mais quatro amigos viajarão para a cidade de Park City, noroeste dos Estados Unidos. “Nossa intenção é trabalhar três meses e conseguir dinheiro para viajar pela costa oeste, especialmente pela Califórnia.” O grupo vai viajar sem emprego garantido, mas está ciente do que os espera. “O primeiro mês vai ser complicado. Vou procurar o dia inteiro por qualquer emprego. Depois, com trabalho garantido e visto validado, as coisas vão se ajeitando”, imagina o universitário.

Apesar de a grande maioria dos estudantes irem para os Estados Unidos e trabalhar com remuneração, existem casos à parte. Os estudantes de Relações Internacionais Gustavo Ziemath, 20, e Camila Batalha, 19, viajarão para Ucrânia e Polônia, respectivamente e farão trabalho voluntário. Batalha acredita que, profissionalmente, a experiência será mais válida do que um Work & Travel convencional. Ela dará aula para crianças e adolescentes sobre assuntos como finanças e liderança. “Acredito que na universidade, vale a pena pensar mais no aprendizado.” Além disso, ela argumenta que a imersão em um idioma completamente diferente será mais interessante, já que o inglês está presente no cotidiano universitário. Nesse programa de intercâmbio com trabalho voluntário o participante não precisa pagar custos de hospedagem e alimentação.

O pré-requisito que a maioria das empresas ou associações de intercâmbio exige são: estar cursando pelo menos o segundo semestre de um curso universitário, ter conhecimento intermediário no idioma do país de destino e disposição para enfrentar as adversidades.

UFSC vence Intermed Sul

Os alunos de Medicina da UFSC foram os campeões dos Jogos Sul-Brasileiros de Escolas Médicas (Intermed Sul), realizados na Universidade Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Cricíuma e que contou com a participação de mais de quatro mil estudantes de 27 universidades do sul do país. A equipe de Florianópolis terminou as competições com 289 pontos, seguida pela UFPR e UFRGS com 169 e 168 pontos respectivamente. Essa foi a décima quinta edição dos jogos e o quarto título dos catarinense, que só perdem para a UFPR, com oito.

O estudante João Paulo Picasky cursa a segunda fase de Medicina da UFSC e foi pela primeira vez ao Intermed. “Foi uma experiência indescritível: a rivalidade saudável entre as universidades, os jogos, as festas...E, claro, a UFSC ter ganhado foi a cereja do bolo”, conta, empolgado, o estudante. As modalidades praticadas no evento foram futebol, futsal, vôlei de quadra e areia, basquete, handebol, natação, atletismo e tênis, mas para a grande maioria dos alunos o que mais marcou foram as festas e a integração entre as diferentes universidades.

A delegação da UFSC contou com aproximadamente 300 pessoas. Os estudantes ficaram alojados nas dependências da Unesc e, assim como a alimentação de três vezes ao dia e segurança, o alojamento foi providenciada pela organização do Intermed. “Não tenho do que reclamar da organização. Não tiveram brigas e não faltou comida, apesar dos quatro mil participantes”, reconhece Picasky.

Estudante se perde na Oktoberfest

Quem esteve perto da UFSC ou andou pelas ruas do centro de Florianópolis na tarde do último sábado, 16, percebeu uma movimentação pouco habitual – jovens com caneca na mão e várias vans estacionadas esperando os passageiros para viajar até Blumenau. Neste dia 83 mil pessoas passaram pelo Parque Vila Germânica. Em meio a tantas pessoas e tanta cerveja, desencontros são frequentes. Depois de procurar e não achar o pessoal da van que o levou à Oktoberfest, o estudante Gabriel Ristow, 19, percebeu que teria que arranjar outra forma para voltar para casa.

Às 5h da tarde – uma hora depois do combinado – a van com apenas dois conhecidos saiu da avenida Beira-Mar e partiu para o vale do Itajaí. A viagem durou praticamente três horas. Antes de entrar nos pavilhões da festa, o grupo ainda enfrentou mais quase uma hora de fila. “Depois que entrei, fiquei mais ou menos uma hora com uns amigos. A partir daí, tive que andar sozinho pela festa” conta Ristow. Todavia, o estudante diz que a noite não foi pior porcausa disso. Segundo ele, o ambiente estava em um clima tão agradável que a falta de conhecidos não atrapalhou a diversão. “Acabei conhecendo muita gente nova.”

O problema foi que a animação de Ristow foi tanta que ele nem percebeu o horário que devia ter saído para encontrar a van, 5h da manhã. “Quando percebi já eram 6h e 20. Me atrapalhei com o horário de verão.” Como se não bastasse, o folião teve mais um problema: a bateria do seu celular acabou no meio da madrugada. Outro passageiro da van, Glauco Raposo, 19, conta que tentou ligar para Ristow umas vinte vezes. Depois de esperar e procurar pelo passageiro por 50 minutos, a van voltou com um a menos para Florianópolis.

Felizmente, Gabriel Ristow conseguiu encontrar um conhecido pouco antes das 6h e 30 da manhã. “Eu até já tinha planejado pegar um táxi para rodoviária e de lá um ônibus para Floripa, mas foi muita sorte e muito melhor encontrar um amigo”, confessa. A carona o levou até Balneário Camboriú, onde dormiu até as 5h e 30 da tarde na casa do colega. Chegou em Florianópolis por volta das 8h da noite, 12 horas depois do planejado.