segunda-feira, 2 de maio de 2011

Blogueiro destaca potencial de novas tecnologias

Segundo os dicionários, pegada é um rastro, vestígio deixado no solo. Para Frederico Alecrim, criador do blog uaugomais, ter pegada é saber priorizar o mais importante, cumprir as promessas feitas, alcançar objetivos, fazer a diferença. Graduado em administração de empresas e especialista em Marketing e Gestão Empresarial, Alecrim ministrou a última palestra magna do ESEJ 2011 e foi aplaudido de pé por toda a plateia.

As redes sociais tiveram destaque especial na palestra. Segundo ele, existem quatro passos para entrar com um negócio nessas redes: saber quem é o cliente para oferecer o que ele quer; estabelecer objetivos; definir as ferramentas que serão utilizadas; e fixar as metas. Para o blogueiro, além de elas serem “o boca-a-boca com esteroides”, as redes sociais são “a loja fora da loja” – é possível comprar via aplicativos da própria empresa no facebook ou iPhone, por exemplo.

Alecrim disse que as empresas devem se preocupar mais com a reputação do que com a marca, pois marca é a maneira como a empresa vê a si mesma e reputação é a imagem criada pelos clientes. Para ilustrar, ele citou o McDonald’s que, com a tendência mundial de alimentação saudável, tem piorado sua reputação. Para reverter o problema, a empresa tenta reinventar sua marca, seja no logotipo ou na estrutura das próprias lanchonetes.

O palestrante ainda explicou sobre a organização pessoal em pendências e tendências. Para ele, antes de pensar em novos projetos, é preciso consertar as falhas, eliminando as pendências. Além disso, o conteúdo deve ser sempre prioridade. “Não temos que ser consultores. O negócio é ser consultável, é ter conteúdo”, finaliza.

Workshop discute os caminhos para o bom resultado

“Sem saber aonde se quer chegar, não existem resultados”. Essa ideia resume o workshop “Gestão para Resultados”, ministrado pelo professor do SENAC, Eder Borba Gonçalves. Mesclando teorias administrativas com exemplos práticos, o palestrante defende que o planejamento estratégico deve levantar informações para formar indicadores, facilitando a elaboração de objetivos. ”O indicador deve servir de bússola para nortear as ações da empresa no sentido de atingir suas metas”, define.

Gonçalves resume gestão como “o processo em que um líder influi em um indivíduo ou grupo, buscando estabelecer e alcançar metas”. A organização dessa gestão envolve seis grandes eixos: tecnologia, competitividade, recursos humanos, ambiente organizacional, estrutura da empresa e gerência de tarefas. E esses eixos devem estar interligados, pois, segundo o professor, “são diferentes funções envolvidas por um resultado final”.

A máxima “pense globalmente e aja localmente” também se aplica a empresas. Além de ter objetivos claros e disseminados por toda a organização, é preciso que cada empregado faça sua parte. “Um funcionário se mantém pela sua capacidade de resolver problemas e atingir resultados. Não há trabalhador que se garante só com currículo”, afirma Gonçalves.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Departamento de Cultura e Eventos contrata novos bolsistas

Com uma bolsa de R$ 364 mais R$ 132 de auxílio transporte, seis estudantes de jornalismo tem o emprego que muitos pediram a Deus. Três deles – Rodrigo Chagas, 4ª fase; Matheus Pismel, 3ª fase; e Sâmia Fiates, 2ª fase – acabaram de ser contratados para as vagas de mestre de cerimônias e apresentarão solenidades de colação de grau durante o ano que vem. A escala do pessoal para o primeiro semestre já está definida e cada bolsista apresentará em média oito formaturas, entre fevereiro e abril, sempre nas quartas, quintas e sextas-feira. Em maio, junho e julho não acontecem formaturas, mas os alunos podem ser convocados para apresentar outros eventos da universidade.

Uma das coordenadoras de formaturas, Caroline Mattos, diz que o nervosismo dos novatos é normal, mas facilmente superado com o apoio das coordenadoras e dos bolsistas mais experientes. “Detalhes como postura e entonação de voz são ensinados por nós”, conta. E o texto, devido à repetição em todas as solenidades, acaba sendo facilmente dominado pelos estudantes. Cada formatura conta com um casal de mestres de cerimônia, duas coordenadoras e uma terceira pessoa encarregada de controlar a presença dos formandos e, emergencialmente, substituir o apresentador.

Para estudantes de duas faculdades, como Luciana Bonetti e Matheus Pismel, essa bolsa é uma das únicas possíveis devido à carga horária somada dos dois cursos. Mas, além da flexibilidade dos horários e o bom salário, um fator que atrai os estudantes é a chance de ganhar experiência em oratória e apresentação frente a um grande número de pessoas. Afinal, “dar a cara à tapa” deve fazer parte da vida desses futuros jornalistas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alunos de curso de inglês tem noite de gala

Crianças autografando livros bilíngües. Foi o que aconteceu com os alunos do professor e escritor Luis Carlos Leal ontem na Fundação Badesc, em coquetel promovido para o lançamento do livro “Scriber’s Thoughts” (Pensamentos de um Escritor). A obra tem como tema “a escola do amanhã” e reúne textos de trinta crianças, de 8 a 12 anos, estudantes do curso de inglês da Elase. Durante o evento aconteceu a premiação do 8º concurso de escrita bilíngüe (sem restrição de idade) promovida pelo escritor que entregou um netbook à vencedora, Julia Platt Maffezzolli, de apenas 12 anos.

Estudante da 6ª série do Ensino Fundamental, Julia não parece ter apenas 12 anos. Seu texto vencedor do concurso é uma narração sobre violência urbana. “Acho que a minha maior influência são os livros do Dan Brown”, revela a menina que já leu O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Diana Platt Maffezzolli, mãe da menina, se enche de orgulho ao comentar os feitos da filha. “Nós (pais) compramos livros antes mesmo de ela nascer, mas não dava pra imaginar que ela se tornaria essa criança especial”, conta. Imaginando sobre a escola do futuro, Luiz Fernando Dalfonso, 9, anima-se com uma realidade de muita tecnologia. “Acho que vai ter robô ao invés de professor”, imagina o menino que sonha em ser cientista.

Luis Leal é professor, escritor e tradutor bilíngue, graduado em Academic Writing pela Universidade de Harvard. É autor de livros em inglês citados como best-seller pelo The New York Times – “Female” e “The Clue”. Leal resume o sentimento de orgulho para seus alunos expressando que “professores devem ter em mente que a recompensa profissional se faz em função das sementes culturais que se consegue disseminar e que nos trazem emoções fortíssimas – e isso se denomina legado”, afirma.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Surfe sobre correntes é apresentado à UFSC

Na quinta-feira, 21 de outubro, o estacionamento do bloco B da Engenharia Mecânica foi o palco de uma competição inusitada em que o participante se equilibra sobre uma corrente fixada em dois postes. O campeonato, chamado Red Bull Surfing Chains, foi dividido em duas categorias: ‘freestyle’, onde o competidor tinha dois minutos para fazer manobras, que foram julgadas por três juízes; e ‘tempo’, na qual quem se equilibrasse pela maior duração vencia. O evento chegou à UFSC depois de passar por várias universidades, como PUC-PR, UFMG, UFPE, UFES, ESPM e UFRJ.

O único pré-requisito da inscrição (gratuita) foi estudar na UFSC. Ivan Luís cursa Engenharia Elétrica e foi o campeão na categoria ‘freestyle’. Com notas 9, 10 e 10, Luís empolgou o público e deixou a impressão de que já praticava a modalidade há longa data, mas revelou que o primeiro contato com o esporte foi no próprio dia do evento. “Cheguei hoje de manhã e comecei a treinar, mas acho que o que me ajudou mesmo foi o surfe, que pratico há muitos anos”, opina Luís, que levou para casa um shape de skate como prêmio. O outro campeão foi Germano Vieira, que cursa Física. Na categoria ‘tempo’, ele foi o único que conseguiu ficar o máximo sobre a corrente – dois minutos – e também ganhou um shape. Além dos prêmios para os vencedores, todos os participantes receberam uma camiseta personalizada e várias latas de energético que, inclusive, também foram distribuídas para o público presente.

Além de apresentar o surfe sobre correntes, a competição motivou o público para começar a praticar o esporte e os competidores para continuar treinando. O estudante de Relações Internacionais Thomas Hildebrand foi o quarto colocado na categoria freestyle. Para treinar, ele preferiu a madrugada. “Se eu fosse à corrente sozinho durante o dia, com a maior movimentação de pessoas, achariam que eu era idiota”, conta, rindo, o universitário. Depois do campeonato, dois amigos do estudante se interessaram e também começaram a praticar. “Com dois amigos e evento realizado, agora pratico à luz do dia sem problemas”, finaliza Hildebrand, que costuma treinar no departamento de Arquitetura.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Finados movimenta floriculturas

No dia de Finados, 2 de novembro, os cemitérios são visitados para que se prestem homenagens e sejam feitas preces para os mortos. Para algumas floriculturas o dia é marcado pela grande quantidade de vendas, especialmente de crisântemos. A HS Flores fica em frente ao cemitério municipal de São Francisco do Sul e aproveita o feriado para faturar. Elizete Silva, dona da loja, confirma que o maior faturamento do ano acontece no dia dos mortos, “principalmente devido à localização”, reconhece a comerciante.

À 3 quilômetros do cemitério, Claudia Vieira também manteve sua floricultura aberta no feriado, mas as vendas não foram tão fartas. Às 6h da tarde: “só deixei a loja aberta até agora porque moro aqui nos fundos, mas se eu tivesse que abrir a loja em outro lugar não valeria a pena”, conta, decepcionada, Vieira. A comerciante diz que no ramo das floriculturas, a variação de vendas é muito alta. “Tem dia que vendo só um ramo de trigo, de um real. Mas no outro dia, alguém morre, vendo três coroas de flores e ganho 500 reais”, revela. Apesar disso, a data com maior volume de vendas é o dia das mães.

Em ambas as floriculturas, no dia de Finados, a flor mais vendida é o crisântemo. Os vasos mais simples custam cinco reais e a média gira em torno de dez. “Comprei quatro vasos de flor para deixar no túmulo do meu pai”, conta Aparecida Pismel, que costuma ir ao cemitério de quinze em quinze em dias, além de dias especiais, como Finados. “Esse feriado é o dia em que o cemitério fica mais bonito – com muitas flores, bastante colorido”, opina.

Empreendedores aproveitam vida-própria da Trindade

Em 2010, a UFSC completa 50 anos. Desde a fundação, a universidade cresceu e incentivou o crescimento dos bairros em seu entorno, que já se tornaram independentes. Se na década de 80, era difícil encontrar farmácias no bairro, “hoje os moradores da Trindade não querem ir até o centro nem para fazer compras”, defende a comerciante Sandra Fermian, que abriu a loja de roupas CCM no Max & Flora Center, na rua Laura Linhares, logo após a inauguração do próprio shopping, em junho deste ano.

A administradora de áreas comuns do prédio, Sheila Reis, conta que o edifício tem 65% das 148 salas comerciais ocupadas e 80% das 34 lojas. Porém, o movimento ainda não é o ideal. “Segundo meu contador, a expectativa de retorno do investimento é depois do primeiro ano de funcionamento”, revela Fermian. Além da concorrência do shopping Trindade, ao lado do Max & Flora, a dona de loja levanta outras questões que explicam o movimento fraco. “O próprio shopping fez pouca publicidade e a porta de entrada, recuada, não chama a atenção das pessoas”, expõe Fermian que, além de dona, é gerente e vendedora da loja. Outro fator negativo é a falta de uma grande praça de alimentação – o restaurante principal ainda não foi aberto.

Assim como a rua Lauro Linhares, a avenida Desembargador Vitor Lima também vem recebendo investimentos imobiliários. No início da rua está sendo construído mais um prédio comercial, praticamente ao lado do Madison Center, onde funcionam escritórios e clínicas médicas. O professor de jornalismo, Hélio Schuch, que mora há 24 anos na Trindade, surpreende-se com a evolução do entorno da Universidade. “Nos anos 80, cheguei a ir até o centro só para comprar um Sonrisal. O grande ‘boom’ de crescimento do bairro foi na década 90”, relembra.