quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alunos de curso de inglês tem noite de gala

Crianças autografando livros bilíngües. Foi o que aconteceu com os alunos do professor e escritor Luis Carlos Leal ontem na Fundação Badesc, em coquetel promovido para o lançamento do livro “Scriber’s Thoughts” (Pensamentos de um Escritor). A obra tem como tema “a escola do amanhã” e reúne textos de trinta crianças, de 8 a 12 anos, estudantes do curso de inglês da Elase. Durante o evento aconteceu a premiação do 8º concurso de escrita bilíngüe (sem restrição de idade) promovida pelo escritor que entregou um netbook à vencedora, Julia Platt Maffezzolli, de apenas 12 anos.

Estudante da 6ª série do Ensino Fundamental, Julia não parece ter apenas 12 anos. Seu texto vencedor do concurso é uma narração sobre violência urbana. “Acho que a minha maior influência são os livros do Dan Brown”, revela a menina que já leu O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Diana Platt Maffezzolli, mãe da menina, se enche de orgulho ao comentar os feitos da filha. “Nós (pais) compramos livros antes mesmo de ela nascer, mas não dava pra imaginar que ela se tornaria essa criança especial”, conta. Imaginando sobre a escola do futuro, Luiz Fernando Dalfonso, 9, anima-se com uma realidade de muita tecnologia. “Acho que vai ter robô ao invés de professor”, imagina o menino que sonha em ser cientista.

Luis Leal é professor, escritor e tradutor bilíngue, graduado em Academic Writing pela Universidade de Harvard. É autor de livros em inglês citados como best-seller pelo The New York Times – “Female” e “The Clue”. Leal resume o sentimento de orgulho para seus alunos expressando que “professores devem ter em mente que a recompensa profissional se faz em função das sementes culturais que se consegue disseminar e que nos trazem emoções fortíssimas – e isso se denomina legado”, afirma.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Surfe sobre correntes é apresentado à UFSC

Na quinta-feira, 21 de outubro, o estacionamento do bloco B da Engenharia Mecânica foi o palco de uma competição inusitada em que o participante se equilibra sobre uma corrente fixada em dois postes. O campeonato, chamado Red Bull Surfing Chains, foi dividido em duas categorias: ‘freestyle’, onde o competidor tinha dois minutos para fazer manobras, que foram julgadas por três juízes; e ‘tempo’, na qual quem se equilibrasse pela maior duração vencia. O evento chegou à UFSC depois de passar por várias universidades, como PUC-PR, UFMG, UFPE, UFES, ESPM e UFRJ.

O único pré-requisito da inscrição (gratuita) foi estudar na UFSC. Ivan Luís cursa Engenharia Elétrica e foi o campeão na categoria ‘freestyle’. Com notas 9, 10 e 10, Luís empolgou o público e deixou a impressão de que já praticava a modalidade há longa data, mas revelou que o primeiro contato com o esporte foi no próprio dia do evento. “Cheguei hoje de manhã e comecei a treinar, mas acho que o que me ajudou mesmo foi o surfe, que pratico há muitos anos”, opina Luís, que levou para casa um shape de skate como prêmio. O outro campeão foi Germano Vieira, que cursa Física. Na categoria ‘tempo’, ele foi o único que conseguiu ficar o máximo sobre a corrente – dois minutos – e também ganhou um shape. Além dos prêmios para os vencedores, todos os participantes receberam uma camiseta personalizada e várias latas de energético que, inclusive, também foram distribuídas para o público presente.

Além de apresentar o surfe sobre correntes, a competição motivou o público para começar a praticar o esporte e os competidores para continuar treinando. O estudante de Relações Internacionais Thomas Hildebrand foi o quarto colocado na categoria freestyle. Para treinar, ele preferiu a madrugada. “Se eu fosse à corrente sozinho durante o dia, com a maior movimentação de pessoas, achariam que eu era idiota”, conta, rindo, o universitário. Depois do campeonato, dois amigos do estudante se interessaram e também começaram a praticar. “Com dois amigos e evento realizado, agora pratico à luz do dia sem problemas”, finaliza Hildebrand, que costuma treinar no departamento de Arquitetura.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Finados movimenta floriculturas

No dia de Finados, 2 de novembro, os cemitérios são visitados para que se prestem homenagens e sejam feitas preces para os mortos. Para algumas floriculturas o dia é marcado pela grande quantidade de vendas, especialmente de crisântemos. A HS Flores fica em frente ao cemitério municipal de São Francisco do Sul e aproveita o feriado para faturar. Elizete Silva, dona da loja, confirma que o maior faturamento do ano acontece no dia dos mortos, “principalmente devido à localização”, reconhece a comerciante.

À 3 quilômetros do cemitério, Claudia Vieira também manteve sua floricultura aberta no feriado, mas as vendas não foram tão fartas. Às 6h da tarde: “só deixei a loja aberta até agora porque moro aqui nos fundos, mas se eu tivesse que abrir a loja em outro lugar não valeria a pena”, conta, decepcionada, Vieira. A comerciante diz que no ramo das floriculturas, a variação de vendas é muito alta. “Tem dia que vendo só um ramo de trigo, de um real. Mas no outro dia, alguém morre, vendo três coroas de flores e ganho 500 reais”, revela. Apesar disso, a data com maior volume de vendas é o dia das mães.

Em ambas as floriculturas, no dia de Finados, a flor mais vendida é o crisântemo. Os vasos mais simples custam cinco reais e a média gira em torno de dez. “Comprei quatro vasos de flor para deixar no túmulo do meu pai”, conta Aparecida Pismel, que costuma ir ao cemitério de quinze em quinze em dias, além de dias especiais, como Finados. “Esse feriado é o dia em que o cemitério fica mais bonito – com muitas flores, bastante colorido”, opina.

Empreendedores aproveitam vida-própria da Trindade

Em 2010, a UFSC completa 50 anos. Desde a fundação, a universidade cresceu e incentivou o crescimento dos bairros em seu entorno, que já se tornaram independentes. Se na década de 80, era difícil encontrar farmácias no bairro, “hoje os moradores da Trindade não querem ir até o centro nem para fazer compras”, defende a comerciante Sandra Fermian, que abriu a loja de roupas CCM no Max & Flora Center, na rua Laura Linhares, logo após a inauguração do próprio shopping, em junho deste ano.

A administradora de áreas comuns do prédio, Sheila Reis, conta que o edifício tem 65% das 148 salas comerciais ocupadas e 80% das 34 lojas. Porém, o movimento ainda não é o ideal. “Segundo meu contador, a expectativa de retorno do investimento é depois do primeiro ano de funcionamento”, revela Fermian. Além da concorrência do shopping Trindade, ao lado do Max & Flora, a dona de loja levanta outras questões que explicam o movimento fraco. “O próprio shopping fez pouca publicidade e a porta de entrada, recuada, não chama a atenção das pessoas”, expõe Fermian que, além de dona, é gerente e vendedora da loja. Outro fator negativo é a falta de uma grande praça de alimentação – o restaurante principal ainda não foi aberto.

Assim como a rua Lauro Linhares, a avenida Desembargador Vitor Lima também vem recebendo investimentos imobiliários. No início da rua está sendo construído mais um prédio comercial, praticamente ao lado do Madison Center, onde funcionam escritórios e clínicas médicas. O professor de jornalismo, Hélio Schuch, que mora há 24 anos na Trindade, surpreende-se com a evolução do entorno da Universidade. “Nos anos 80, cheguei a ir até o centro só para comprar um Sonrisal. O grande ‘boom’ de crescimento do bairro foi na década 90”, relembra.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Folha de S. Paulo vende mais que DC

Em bancas de revistas de Florianópolis, publicações nacionais vendem mais que as regionais. Na banca Trindade, anexa ao supermercado Comper, no entorno da UFSC, o jornal mais vendido é a Folha de São Paulo, superando os locais Diário Catarinense e Notícias do Dia. E a revista semanal preferida é a Carta Capital, à frente da líder nacional Veja. Porém, “o produto líder de vendas é cigarro”, revela, insatisfeito, o funcionário da banca, Tiago Pazolini.

Pazolini conta que todas as cópias da Folha de S. Paulo que chegam são vendidos no mesmo dia – em dias normais, a média gira em torno de dez unidades; nas eleições chegou a 25. O jornal O Estado de S. Paulo também mantém boa média diária de vendas, variando de seis a oito exemplares comercializados. Com desvantagem frente aos nacionais, o Diário Catarinense encabeça a lista de jornais regionais mais vendidos com, em média, seis cópias diárias. Concorrente direto do DC, o Notícias do Dia amarga baixíssimas vendas – no máximo duas. Publicações de menor expressão como os populares Diarinho e Hora de Santa Catarina vendem um ou nenhum exemplar por dia.

Em época de eleições, as revistas semanais de atualidades tiveram sua circulação aumentada. “Foram muitas vendas que se mantém até hoje. Tem a Veja que é pró-Serra e a Carta Capital, pró-Dilma. Aqui a preferência é pela Carta Capital”, informa Pazolini. Segundo ele, são vendidas vinte e cinco exemplares da revista por semana. A Veja vem atrás com, no máximo, 20 vinte cópias semanais comercializadas. Ambas publicações, contudo, não chegam nem perto da grande líder de vendas – Palavras Cruzadas Coquetel.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Universitário reclama por ter sido mesário

Domingo de sol e véspera de feriado em São Francisco do Sul – nada melhor do que ir para a praia. Porém, em dia de eleição, os mesários não tem essa alternativa. É o caso do estudante de odontologia Arthur Truppel, 18, que depois de cumprir as dez horas como 2º mesário na seção 119 do Colégio Francisquense, está decidido: “vou me filiar a um partido político”, sentencia. Para as eleições de 2010, a Justiça Eleitoral contou com 2.181.622 mesários. Destes, cerca de 56 mil em Santa Catarina, distribuídos pelas 14 mil seções eleitorais do Estado.

Um dos 56 mil, Truppel sentiu-se um grande azarado quando, mais de um mês antes das eleições, recebeu a correspondência de convocação. “Meu irmão me ligou contando, mas pensei que era brincadeira. Quando cheguei em casa a decepção foi grande”, lembra o estudante que trabalhou nos dois turnos das eleições, das 7h até as 17h. Segundo ele, o mais irritante é ter que aturar a falta de respeito de alguns eleitores. O mesário contou que uma senhora chegou à sala sem ter certeza de qual seção votava e pediu para que o nome dela fosse procurado no caderno dos eleitores. “A mesária que trabalhou comigo procurou, mas não encontrou o nome. Pedimos para ela procurar em outra seção”, conta Truppel. Alguns minutos depois, a mulher voltou gritando e, depois de achar seu nome no caderno, empurrou-o sobre a outra mesária. “Fiquei indignado e respondi: ‘senhora, nós estamos ganhando muito bem para ter que aturar teu desaforo, né?’”, ironizou Truppel.

A gratificação para os mesários é a dispensa de dois dias de trabalho para cada um trabalhado nas eleições, além de um vale-refeição no valor de 20 reais. “Se divulgassem que a gente ganha 20 reais por dia, algumas pessoas fariam fila para se voluntariar” supõe, indignado, o estudante. No Brasil, 402.955 cidadãos inscreveram-se voluntariamente para trabalharem como mesário, cerca de 18% do total.