sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Universitários procuram programas de intercâmbio

Trabalhar, aprender outro idioma e conhecer outro país é o que cada vez mais estudantes procuram fazer nas férias. O programa de intercâmbio conhecido como Work & Travel atrai universitários que desejam morar três meses no exterior e não se importam em ter que trabalhar lavando louças ou arrumando quartos de hotel, por exemplo. A remuneração para esses empregos pode até ser o suficiente para pagar a viagem e voltar com lucro para o Brasil ou fazer turismo pelo país estrangeiro. O destino mais comum é os Estados Unidos, especialmente os estados da Flórida, na costa leste; Utah, Vermont e Colorado, famosos pelas estações de esqui.

Existem basicamente três opções de programa. Na mais barata delas, o participante é quem deve ir procurar trabalho; pode começar com contatos ainda no Brasil ou ir atrás quando já estiver no destino, porém deve conseguir um vínculo empregatício em no máximo um mês para validar o visto, caso contrário é obrigado a voltar. As outras duas opções oferecem mais segurança. Uma consiste em o participante viajar com um emprego garantido pela agência e na outra o estudante participa de feiras de emprego promovidas pela empresa de viagem, onde tem a chance de ter contato direto com os empregadores estrangeiros antes de viajar.

O estudante de administração Gabriel Cidral, 19, já tem destino certo para suas férias. Ele e mais quatro amigos viajarão para a cidade de Park City, noroeste dos Estados Unidos. “Nossa intenção é trabalhar três meses e conseguir dinheiro para viajar pela costa oeste, especialmente pela Califórnia.” O grupo vai viajar sem emprego garantido, mas está ciente do que os espera. “O primeiro mês vai ser complicado. Vou procurar o dia inteiro por qualquer emprego. Depois, com trabalho garantido e visto validado, as coisas vão se ajeitando”, imagina o universitário.

Apesar de a grande maioria dos estudantes irem para os Estados Unidos e trabalhar com remuneração, existem casos à parte. Os estudantes de Relações Internacionais Gustavo Ziemath, 20, e Camila Batalha, 19, viajarão para Ucrânia e Polônia, respectivamente e farão trabalho voluntário. Batalha acredita que, profissionalmente, a experiência será mais válida do que um Work & Travel convencional. Ela dará aula para crianças e adolescentes sobre assuntos como finanças e liderança. “Acredito que na universidade, vale a pena pensar mais no aprendizado.” Além disso, ela argumenta que a imersão em um idioma completamente diferente será mais interessante, já que o inglês está presente no cotidiano universitário. Nesse programa de intercâmbio com trabalho voluntário o participante não precisa pagar custos de hospedagem e alimentação.

O pré-requisito que a maioria das empresas ou associações de intercâmbio exige são: estar cursando pelo menos o segundo semestre de um curso universitário, ter conhecimento intermediário no idioma do país de destino e disposição para enfrentar as adversidades.

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